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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EPITÁFIO POÉTICO







Na Terra deixarei saudade
E levarei felicidade

Nas redes tristes dessa vida
Só pescava desilusões

Mas as escamas o pessimismo caíram
Na alegria dos versos do coração

Pois qual peregrino perdido na damasco da desesperança
Reencontrei a luz infinita nas metáforas da alma


E a cegueira do ambiente interior se desfez
E a imensidão do espírito me trouxe a calma




Antes como Dante, venerava beatriz, meio humana, meio divina


Hoje com suas lições em devoto aos mil nomes que se encontram esparsos pelo livro maravilhoso da vida.


Antes a doença física em contato com a fria água da depressão
Depois a cura definitiva, navegando no oceano dos sentimentos excelsos, com o barco inafundável das palavras, notas divinas da harpa dos sentimentos divinos.

Primeiro, o som ruidoso da limitação
Por último, a sublime melodia da ascensão

De início, atração humana
No final, adoração espiritual

E mesmo que a morte corroa o corpo perecível, minha alma literária para sempre viverá, nos versos que encantam a consolam, assustam e tocam, revoltam e riem, embriagam e choram

Mas sempre estarão inscritos com caracteres indeléveis no diário profundo e recôndito da alma do mundo interior, que não se conforma com o comum e busca na estrada do cotidiano pacato a indicação seguro para o auto-conhecimento, esse Nirvana incomensurável e misteriosamente iluminado

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