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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A exponencial descida do ego



  Estes são tempos aparentemente tenebrosos. As pessoas em todos os lugares parecem que perderam o endereço da mínima sanidade mental e espiritual. Desfilam com os mais caros bens materiais e são empobrecidas do mais básico: deles mesmos.
  Mas a verdade é que nunca houve tanto progresso material e amor...todavia jamais houve um fomento marketeiro tão acachapante de superficialidade emocional como hoje Seguimos com os carros de nossas vidas por estradas perfeitamente planas, mas mantendo uma distância fria e segura de todos os outros motoristas. Zero contato com quem quer que seja.
   Desta forma, cercada por um palácio de confortos, os seres humanos cada vez mais atravessam o pórtico do suicídio, que parece fazer brilhar com luzes de neon a frase dantesca "Entrai aqui todos que perderam a esperança"
    Por quê perdemos a esperança ? O Livro dos Espíritos de Allan Kardec explana que o desgosto da vida têm três motivos: Ociosidade, falta de fé e saciedade
     Os ociosos que parecem possuir tudo de que precisam não ´possuem nada para fazer. Sem fé num poder superior ou num sentido maior para a vida, procuram preencher o vazio existencial no buraco negro dos vícios e prazeres de todo tipo. Quando nada disso funciona e o horror interior parece se expandir infinitamente, ceifam a própria vida, anelando a aniquilação de seus sofrimentos atrozes.
       Porém a verdade é que estas pessoas se matam por duas razões mais simples. Napoleon Hill em seu livro Mais Esperto Que o Diabo nos fala num diálogo metafórico com a figura de Satanás,revivendo o lendário diálogo literário de Doutor Fausto com o demônio Mefistófoles do escritor alemão Goethe. que as principais armas deste para dominar a humanidade são o medo e a alienação.
      Ele está certo. O medo do nada, de morrer, de envelhecer, de sentir dor, de ser traído, de errar, de viver, de ser abandonado, rejeitado, empobrecido, leva a as pessoas a reclusão, a diluírem seus vínculos umas com as outras, a autistisarem suas interações sociais através da tecnologia para não correrem o risco de ter seus frágeis egos feridos.
      Daí o fantasma da alienação chega. Porque quem não vive a experiência da vida em sua plenitude acaba se perdendo nas experiências mais diabólicas de suas próprias sinapses neurais adoentadas. E aí funciona o velho adágio popular : cabeça vazia, oficina do diabo. E o Diabo, quem quer que ele seja ou não seja, exista ou não exista quer mais é que todos morram, ou sofram. Pra isso, semeia medo e alienação na mente dos incautos, que sem nada pra fazer, não acreditando em nada e não se saciando com nada, buscam se matar para virar...nada
      Quantos de nós já não sofremos tanto que dizemos para nós mesmos "ah se eu pudesse morrer só por um mês e depois acordar !!!" A verdade é que estamos cheios de tudo, mas principalmente de saco cheio de nós mesmos
        Como solucionar este impasse ? Começarei a responder em 3 versos

Contra o ócio que destrói, o trabalho que constrói
Contra o medo que paralisa, a coragem que sinaliza
Um caminho só de fé, e de serviço de vida

               E qual é nosso sentido de vida ? Usar nossas vocações para a nossa cura que  está no outro, como está magistralmente exposto na Bíblia no livro de Isaías capítulo 58. A nossa cura está no próximo que sofre mais do que nós. E sempre haverá esse próximo que constringirá as fibras mais íntimas de nossa Atma e nos empurrará para fora do medo, da alienação, da ociosidade, descrença, saciedade e de todas as armadilhas físicas e metafísicas do mal para se alegrar auxiliando o outro a ver sua vida sob um novo prisma.
                    Apenas assim,  se eclipsando para servir ao outro, tanto o presidente da nação mais poderosa, o CEO da maior multinacional, o miserável catador de lixo e cada um de nós encontrará tudo de que precisam para produzir a poderosa serotonina do Altruísmo , que nem mesmo o mais moderno e potente dos antidepressivos é capaz de nos proporcionar.